O espaço debaixo desse teto é grande,
Mas ao mesmo tempo pequeno demais,
Preenchido de nada,
Preenchido de solidão,
Então chego à janela.
E olhando sua imensidão me sinto em um terrível vazio...
Suas águas correm livremente, como eu gostaria
E as luzes dos navios, sobre sua turvulência apenas aumentam meu desejo
de ao mundo buscar.
No céu, o entardecer pinta cores diversas
As nuvens brincam com formas,
E ao brincar em decifrá-las,
Desperto um pouco mais o desejo de aventurar-me.
De noite, o céu parece jogar,
E então, começa a espelhar, com suas estrelas,
As pequenas luzes da cidade,
Que ao horizonte somem de vista
Trazendo a dúvida
Do que se vive em cada uma daquelas janelas.
E quantas serão essas janelas?
Quantas pessoas diferentes eu poderia ser?
Por mais rapídos e dispercebidos que os dias possam ser,
O tempo parece passar devagar...
E isso, lentamente, me mata.
*SOCORRO*
post update: é sim eu que escrevi esse texto...rapidinho agora..inspirado na hora q tava olhando pela janela hoje...
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